Seis policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) por suspeita de tortura contra um homem em Anápolis, na região central do estado.
A acusação aponta que a vítima teria sido submetida a agressões e ameaças com o objetivo de forçá-la a fornecer informações.
Policiais militares denunciados por tortura

Conforme a denúncia, os envolvidos são dois subtenentes, um sargento, dois cabos e um soldado.
Os fatos investigados aconteceram em 25 de setembro de 2020, na qual os investigados teriam levado um civil até um local isolado no Residencial Verona, onde o agrediram e o ameaçaram para obter informações.
Conforme o documento, os policiais teriam entrado na residência da vítima sem autorização judicial.
O Ministério Público relata ainda que, durante as agressões, a camisa do homem teria sido rasgada. Em seguida, os agentes o levaram até o interior da casa para trocar de roupa, atitude que, segundo o órgão, teria a finalidade de esconder sinais da violência.
Além disso, o MP analisou o Relatório Policial de Deslocamento de Viatura e a investigação utilizou dados de GPS e registros operacionais do veículo, que indicariam um trajeto compatível com o relato apresentado pela vítima e diferente da versão apresentada pelos policiais.
A denúncia por tortura e abuso de autoridade foi aceita pela juíza Flávia Morais Nagato e a Justiça determinou medidas cautelares aos militares, entre elas a proibição de contato ou aproximação da vítima, de familiares e de testemunhas, seja presencialmente ou por meios virtuais.
Por meio de nota ao portal, a Militar de Goiás (PMGO) informou que, à época dos fatos, adotou imediatamente todas as providências administrativas cabíveis para a apuração do ocorrido, em estrita observância à legislação vigente.
Confira a nota completa
“A Polícia Militar de Goiás (PMGO) informa que, à época dos fatos, adotou imediatamente todas as providências administrativas cabíveis para a apuração do ocorrido, em estrita observância à legislação vigente.
No âmbito da Corporação, foram instaurados os procedimentos administrativos pertinentes, bem como foram integralmente cumpridas as medidas cautelares e determinações judiciais estabelecidas pelo Juízo competente.
A Polícia Militar de Goiás reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a transparência e o respeito aos direitos fundamentais, não tolerando desvios de conduta e adotando todas as medidas necessárias para a apuração rigorosa de eventuais irregularidades.
O caso encontra-se atualmente em tramitação no Poder Judiciário, instância responsável pela condução das fases processuais e pela apreciação dos fatos.
A PMGO permanece à disposição das autoridades competentes e segue colaborando integralmente com o Poder Judiciário para o pleno esclarecimento do caso”.




