A Polícia Civil de Goiás realizou, nesta quarta-feira (11), uma operação para investigar suspeitas de irregularidades em um contrato firmado em 2024 entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Goiânia e uma empresa responsável pelo fornecimento de tinta inseticida.
Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados judiciais. Dois deles são de prisão temporária, executados em Brasília (DF), e outros 11 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Valparaíso de Goiás e na capital federal.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilos telefônicos, telemáticos, bancários e fiscais dos investigados, além do bloqueio de valores até o limite do prejuízo estimado.
Operação contra fraudes

As investigações começaram em 2025 e analisam possíveis irregularidades no processo de licitação e na execução do contrato, que previa a compra e aplicação de 2.500 latas de tinta inseticida, totalizando cerca de 10 mil litros do produto. O valor total do acordo foi de R$ 4,4 milhões.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que um grupo teria criado um núcleo informal de compras dentro da secretaria para acelerar a contratação da empresa. Também foram identificadas suspeitas de entrega de material em desacordo com o que estava previsto no contrato, além do fornecimento de produtos próximos do prazo de vencimento.
A apuração também aponta possíveis falhas no acompanhamento da execução do serviço, ausência de controle adequado no almoxarifado e divergências entre a metragem contratada e a área efetivamente atendida.

De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo aos cofres públicos identificado até o momento é estimado em aproximadamente R$ 2,7 milhões.
Ao Portal, a secretaria informou que “está à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações relacionadas à operação referente ao contrato para compra de tinta inseticida, firmado em 2024, durante a gestão anterior”.




