Três mortes suspeitas por chikungunya seguem sob investigação em Goiás, conforme a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).
Até o momento, nenhum óbito foi confirmado pela Secretaria, mas o avanço expressivo da doença em 2026 acendeu o alerta das autoridades sanitárias, especialmente em Caldas Novas.
Casos de chikungunya em Goiás

Diante do cenário, a Prefeitura de Caldas Novas decretou situação de calamidade pública. A cidade concentra a maior parte dos registros da doença no estado e responde, sozinha, por aproximadamente 83% dos casos confirmados neste ano.
Em todo o estado, segundo a Secretaria, já foram contabilizados 2.923 casos notificados e mais de mil confirmações de chikungunya em 2026.
Os dados reforçam a concentração da doença em regiões específicas e a necessidade de intensificar medidas de controle e combate ao mosquito transmissor.
Além de Caldas Novas, outros municípios aparecem entre os que mais registraram casos neste ano.
Confira os dez municípios com maior número de confirmações:

- Caldas Novas – 1.169 casos
- Rialma – 56 casos
- Corumbaíba – 51 casos
- Ceres – 28 casos
- Rio Quente – 15 casos
- Goiânia – 14 casos
- Morrinhos – 13 casos
- Adelândia – 13 casos
- Jataí – 10 casos
- Aparecida de Goiânia – 6 casos
As informações são atualizadas diariamente por meio do Painel de Arboviroses, com base nos registros inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
A Secretaria reforça que os números refletem os dados oficialmente lançados pelas unidades de saúde e podem sofrer alterações conforme novas investigações são concluídas.
Como prevenir

A prevenção da chikungunya passa, principalmente, pelo combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, que se prolifera em água parada. A principal medida é eliminar possíveis criadouros dentro de casa e nos arredores, como pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas entupidas e recipientes descobertos. Manter caixas d’água bem vedadas e limpar com frequência ralos e quintais também reduz significativamente o risco.
Outra orientação importante é reforçar a proteção individual, especialmente em períodos de maior circulação do vírus. O uso de repelentes, roupas que cubram braços e pernas e telas em portas e janelas ajuda a diminuir o contato com o mosquito.
Em áreas com maior número de casos, é essencial redobrar os cuidados e permitir a entrada de agentes de saúde para inspeções e orientações.




