O Governo de Goiás informou que as obras rodoviárias planejadas com recursos do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) serão mantidas mesmo após a extinção da contribuição a partir de 2026.
Segundo a gestão estadual, os empreendimentos já iniciados, contratados ou previstos terão financiamento gradualmente transferido para o Tesouro Estadual.
Execução de obras rodoviárias após fim da cobrança do Fundeinfra
A execução das intervenções é supervisionada pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). De acordo com o presidente do órgão, Pedro Sales, o planejamento prevê a conclusão de todas as obras selecionadas pelo conselho gestor do programa, inicialmente com saldo disponível e, posteriormente, com recursos do orçamento estadual.

Atualmente, o pacote do Fundeinfra reúne 73 empreendimentos rodoviários, com cerca de 2,5 mil quilômetros de trechos contemplados e investimentos superiores a R$ 5 bilhões. Desse total, 24 obras estão em execução, 16 em fase de contratação, 14 em projeto, 10 em planejamento, sete já foram concluídas e duas passam por retomada.
As obras finalizadas até o momento somam pouco mais de 340 quilômetros de intervenções em rodovias estaduais, incluindo restaurações e pavimentações que conectam municípios, acessos a rodovias federais e corredores logísticos. Entre os trechos concluídos, destacam-se segmentos das rodovias GO-080, GO-040 e GO-184, além de pavimentações em outras vias estaduais consideradas estratégicas para o escoamento da produção.
O maior investimento concentra-se na GO-184, entre Itumirim, Aporé e o entroncamento com Cassilândia, com mais de 90 quilômetros e aporte superior a R$ 300 milhões. Outro destaque é a GO-050, com cerca de 63 quilômetros executados. Já a GO-154, no trecho entre Bonópolis (Cruzeiro) e Novo Planalto, será inaugurada neste sábado (21).
O anúncio do fim da cobrança do Fundeinfra foi feito na quarta-feira (18) pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador Daniel Vilela. A medida tem efeito retroativo a 31 de dezembro de 2025, evitando a incidência da contribuição sobre operações realizadas desde janeiro de 2026.





