A investigação sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, aponta que o crime foi premeditado e que o síndico do condomínio preparou uma emboscada para a vítima no subsolo do prédio onde ela estava, em Caldas Novas, na região sul de Goiás.
Segundo a Polícia Civil, imagens recuperadas do celular da vítima mostram os momentos que antecederam o ataque. O aparelho foi encontrado escondido na tubulação do edifício.

Síndico teria armado emboscada para correta de imóveis
No vídeo, Daiane aparece descendo ao subsolo para verificar uma queda de energia e registra rapidamente a presença do síndico no local. Em seguida, ele se aproxima por trás, com o rosto parcialmente coberto, e inicia a agressão. A gravação é interrompida abruptamente.
De acordo com o delegado João Paulo Mendes, as imagens revelam sinais claros de planejamento. Conforme a investigação, o suspeito já aguardava a vítima, usava luvas e mantinha o veículo preparado para a fuga. Para a polícia, esses elementos indicam que a ação não foi espontânea, mas organizada previamente.
“Quando ela filma rapidamente, ele já estava com luvas nas duas mãos e com a capota do carro aberta. […] Quando ele ataca ela pelas costas, ele usa como se fosse um capuz para tentar tampar o rosto. Tudo isso desenha para a gente uma premeditação muito grande”, disse o delegado.
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A perícia também descartou a versão apresentada pelo suspeito de que o disparo teria ocorrido no subsolo. Testes realizados no local demonstraram que qualquer tiro seria ouvido na portaria.
Segundo o delegado André, porteiros do prédio afirmaram que a recepção nunca ficou desguarnecida e que não ouviram tiros, o que reforça as contradições no depoimento do síndico. Ele também afirmou que o disparo teria sido feito de forma acidental, mas a vítima foi atingida com dois tiros na cabeça.
Além disso, o uso de luminol apontou pequena quantidade de sangue na área, incompatível com a hipótese de um disparo fatal naquele ponto.

A corretora permaneceu desaparecida por mais de 40 dias. O síndico foi preso pouco mais de um mês depois e confessou o crime. Ele deverá responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
A defesa afirmou que não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final. Por isso, só vai se manifestar após a análise de todo o conteúdo.




