O Governo de Goiás retomou as atividades do Banco de Olhos do Centro de Referência em Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (Cerof-UFG), desativado há seis anos.
A reativação do serviço, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), amplia a captação de córneas no estado e cria novas perspectivas para reduzir a fila de espera por transplantes, que atualmente soma 1.847 pessoas. O tempo médio de espera é de um ano e nove meses.
Captação de córneas em Goiás

O reinício das operações começou pelo Hospital Estadual de Urgências Dr. Henrique Santillo (Heana), em Anápolis, que passou a contar com equipe do Banco de Olhos do Cerof-UFG atuando de forma contínua dentro da unidade.
Diferentemente dos órgãos sólidos, cuja doação depende do diagnóstico de morte encefálica, a córnea também pode ser captada em casos de óbito por parada cardiorrespiratória. Essa possibilidade amplia o número de potenciais doadores, desde que haja identificação rápida, abordagem adequada das famílias e integração entre equipes hospitalares,
Até então, a captação de córneas em Goiás era feita exclusivamente pela Fundação Banco de Olhos de Goiás (Fubog), responsável por manter o serviço ativo nos últimos anos. Com a volta do Banco de Olhos do Cerof-UFG, a SES reorganizou a atuação dos dois bancos, distribuindo as unidades de forma estratégica para ampliar a capacidade operacional do sistema estadual de transplantes.
Novo modelo

Pelo novo modelo, o Cerof-UFG passa a atuar nos hospitais estaduais, no Hospital das Clínicas da UFG/Ebserh e no Hospital Araújo Jorge, além de assumir as unidades da região de Anápolis, tendo o Heana como hospital-sede.
A Fubog segue responsável pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e pelas unidades municipais e privadas, de forma complementar.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a doação de órgãos e tecidos depende da autorização familiar e representa um gesto de solidariedade.




