O síndico do condomínio onde a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, morava foi preso na madrugada desta quarta-feira (28) suspeito do homicídio. O filho dele também foi detido apontado como suspeito de participação.
O homem confessou o crime à polícia, disse que agiu sozinho e indicou o local onde teria deixado o corpo da vítima. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás.
As informações preliminares indicam que o corpo de Daiane teria sido deixado em uma área de mata, a aproximadamente 15 quilômetros da cidade, às margens da GO-213, rodovia que liga Caldas Novas aos municípios de Ipameri e Pires do Rio.
As equipes do Corpo de Bombeiros auxiliam nas buscas pelos restos mortais da vítima, que estariam em um trecho de barranco.

O síndico contou à polícia que o crime ocorreu após um desentendimento com a vítima, no dia 17 de dezembro, data do desaparecimento. Ele relatou que colocou o corpo na carroceria de sua caminhonete e saiu do condomínio sozinho.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram o suspeito deixando o prédio por volta das 20h daquele dia, o que contraria a versão apresentada inicialmente à polícia, quando ele negou ter saído do local.
Além disso, um porteiro do edifício, em Caldas Novas, foi levado de forma coercitiva para prestar depoimento.
A defesa dos envolvidos não foi localizada até a última atualização deste conteúdo. O espaço segue aberto para manifestação.
Histórico de confusão entre síndico e corretora em Caldas Novas

O histórico entre o suspeito e a vítima já havia sido alvo de apuração do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Em janeiro deste ano, o órgão apresentou denúncia contra o síndico pelo crime de perseguição.
Segundo o MP, entre fevereiro e outubro de 2025, ele teria praticado ações repetidas que teriam afetado a integridade psicológica de Daiane e interferido em sua liberdade e privacidade.
Também houve uma denúncia contra Daiane por suposta invasão de domicílio, após ela ter entrado sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa da corretora afirmou que a acusação é infundada e não corresponde aos fatos.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso e apurar se houve a participação de outras pessoas.
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