Os gêmeos siameses Marcos e Mateus, nascidos em Goiânia e conectados pelo quadril, morreram após uma série de complicações clínicas, segundo informações da equipe médica do Hospital Estadual da Mulher (Hemu).
Vinte e quatro horas após o nascimento, os recém-nascidos, classificados como isquiópagos, passaram por cirurgias de colostomia e vesicostomia.
Entenda o caso dos gêmeos siameses

Os procedimentos de alta complexidade foram realizados pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil e faziam parte do plano terapêutico inicial, com o objetivo de estabilizar o quadro clínico e preparar os bebês para as próximas etapas do tratamento.
Conforme o médico Zacharias Calil, após as intervenções, eles permaneceram internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), sob monitoramento contínuo.
Na madrugada desta quinta-feira (8), Marcos apresentou sucessivas paradas cardiorrespiratórias e morreu. Diante do agravamento do quadro, a equipe médica decidiu realizar uma cirurgia de emergência para a separação dos irmãos, na tentativa de preservar a vida de Mateus. O procedimento foi concluído com sucesso técnico, segundo o médico responsável.
Porém após a separação, Mateus foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. A morte do segundo bebê foi confirmada ainda na quinta-feira (8).
Caso raro
De acordo com Zacharias Calil, o caso era considerado raro e de extrema complexidade. A equipe médica destacou que tanto o parto quanto os procedimentos cirúrgicos exigiram cuidados especializados, devido à gravidade da condição dos gêmeos.
A colostomia, a cirurgia realizada logo após o nascimento, é um procedimento que cria uma abertura no intestino para a eliminação das fezes por meio de uma bolsa coletora. Já a vesicostomia consiste na abertura da bexiga para permitir a drenagem da urina. Ambos os procedimentos são indicados em situações específicas para auxiliar na estabilização clínica de recém-nascidos com malformações graves.




