O suposto assassino em série Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, foi pelo terceiro feminicídio em Goiás. Somadas, as penas ultrapassam 133 anos de reclusão.
Desta vez, a condenação é assassinato de Alexania Hermogenes Carneiro, de 40 anos. O julgamento foi realizado na terça-feira (16), pelo Tribunal do Júri da 4ª Vara Criminal de Rio Verde, no sudoeste de Goiás.
Um dia antes, na segunda-feira (15), Rildo já havia sido condenado a 71 anos e nove meses de prisão pelo assassinato de Monara Pires. Na semana anterior, ele recebeu pena de 41 anos por estupro, latrocínio e ocultação de cadáver no caso de Elisângela da Silva Souza, de 26 anos, morta enquanto seguia para o trabalho durante a madrugada.
No julgamento, os jurados reconheceram a autoria do crime contra Alexania e consideraram que o assassinato foi cometido por motivo fútil e com emprego de meio cruel.
Diante disso, o juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Ele foi condenado a 21 anos e prisão e também foi fixada indenização mínima de R$ 100 mil aos descendentes da vítima, por danos morais.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, Rildo confessou durante as investigações que matou Alexania. O crime ocorreu em 29 de agosto deste ano. O corpo da vítima foi encontrado em uma vala, em um lote baldio próximo ao Residencial Dona Gercina, em Rio Verde. Inicialmente, outro homem chegou a ser preso pelo homicídio, mas foi solto após a identificação do verdadeiro autor.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), Alexania foi atraída pelo acusado até o local sob o pretexto de consumo de drogas. Após uma discussão relacionada à compra dos entorpecentes, Rildo teria agredido a vítima com golpes de madeira, provocando ferimentos graves que levaram à morte. A defesa sustentou a negativa de autoria, tese rejeitada pelo Conselho de Sentença.
Em nota, o advogado de defesa, Nylson Schmidt, informou que respeita a decisão dos jurados e a soberania do Tribunal do Júri. Segundo ele, a atuação da defesa esteve pautada nas provas dos autos e no respeito ao devido processo legal. (Confira a íntegra no final do texto)
Outras condenações do suposto assassino em série
A primeira condenação ocorreu no dia 10, quando Rildo foi sentenciado a 41 anos de prisão pelos crimes contra Elisângela Souza, de 26 anos. As investigações apontam que ele usava uniformes semelhantes aos da limpeza urbana para abordar vítimas durante a madrugada sem levantar suspeitas.
O corpo de Elisângela foi localizado em um lote baldio, dentro de um buraco coberto por pedras e restos de tijolos. Rildo foi identificado e preso enquanto acompanhava a perícia no local.
No caso de Monara Pires, assassinada em julho, o MPGO apontou que Rildo também atraiu a vítima para um terreno baldio com a promessa de consumo de drogas. No local, ele a agrediu com golpes de ripa, cometeu estupro e, para ocultar o crime, ateou fogo no corpo da mulher ainda viva, utilizando um colchão. A defesa pediu a desclassificação do feminicídio para homicídio simples, mas os jurados acolheram integralmente as acusações da promotoria.

Nota da defesa de Rildo
“Em nota, a defesa, Dr. Nylson Schmidt, informa que acata integralmente a decisão proferida pelo Conselho de Sentença no julgamento realizado, reafirmando o respeito à soberania do Tribunal do Júri.
A atuação da defesa, em todos os julgamentos realizados, sempre esteve estritamente pautada nas provas constantes dos autos e no respeito ao devido processo legal, sem qualquer tentativa de distorcer os fatos ou afrontar a sociedade.”
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