O suposto assassino em série Rildo Soares dos Santos recebeu, nesta segunda-feira (15), mais uma condenação pela Justiça de Goiás.
Desta vez, ele foi sentenciado a 71 anos, 9 meses e 13 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver de Monara Pires, de 31 anos, em Rio Verde, no sudoeste do estado.
A decisão foi proferida pelo juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Verde, que também determinou que o réu não poderá recorrer em liberdade. Com a nova sentença, as penas aplicadas a Rildo Soares já ultrapassam 112 anos de reclusão.
Monara vivia em situação de rua e foi encontrada morta em um terreno baldio. Conforme a sentença, Rildo foi condenado a 61 anos e sete meses por feminicídio qualificado, 9 anos pelo crime de estupro e 1 ano e dois meses por ocultação de cadáver.
O Tribunal do Júri acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). Já a defesa de Rildo, feita pelo advogado Nylson Schmidt, afirmou que acata o veredito do conselho de sentença e que o resultado é soberano e representa a sociedade.

Denúncia e julgamento do suposto assassino em série
De acordo com o MP, o crime ocorreu na madrugada de 7 de julho, no Bairro Popular. A investigação aponta que Rildo atraiu a vítima até um terreno baldio sob o pretexto de consumir drogas. No local, ele teria atacado Monara por motivo torpe, após suspeitar que ela teria furtado dinheiro do local onde ele morava.
A promotora Natália Martins, da 11ª Promotoria de Justiça, representou o Ministério Público no julgamento. A defesa tentou desclassificar o feminicídio para homicídio simples e pediu absolvição pelos crimes de estupro e ocultação de cadáver, mas os jurados rejeitaram os pedidos e acolheram os argumentos da acusação.
Ainda conforme o delegado, Rildo desferiu golpes contra a vítima e, em seguida, colocou uma cama-box sobre ela, ateando fogo ao objeto para impedir que Monara escapasse. A polícia apontou que a vítima ainda estava viva quando foi queimada. O corpo foi localizado parcialmente carbonizado nos fundos de um lote baldio, em meio a uma estrutura de madeira.

Outras condenações e novo julgamento
Na quarta-feira (10), Rildo Soares já havia sido condenado a 41 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, ocultação de cadáver e roubo contra Elisângela Silva de Souza, de 26 anos, que saiu de casa de madrugada para trabalhar, também em Rio Verde.
O acusado ainda enfrenta mais um julgamento, marcado para terça-feira (16). Ele responde por outro feminicídio, desta vez contra Alexania Hermogenes Carneiro, morta em 29 de agosto. A denúncia aponta que o crime teria ocorrido após uma discussão relacionada à compra de drogas, e que a vítima foi morta com golpes de madeira, de forma cruel.
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