A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta sexta-feira (12), um homem suspeito de se passar por psiquiatra em clínicas de Valparaíso de Goiás e no Distrito Federal.
A ação, denominada Operação “Mentis Dolus”, foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Valparaíso e cumpriu um mandado de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Falso psiquiatra que atuava em clínicas de Goiás e DF

De acordo com a Polícia Civil, o homem é acusado de assumir a identidade profissional de um psiquiatra regularmente habilitado no Estado de São Paulo. De acordo com a polícia, ele teria acessado de forma ilegal a conta gov.br da vítima, coletado dados sensíveis e manipulado informações para solicitar registros em Conselhos Regionais de Medicina fora de seu estado de origem, inclusive no Distrito Federal.
Com esses registros fraudulentos, o suspeito conseguiu se infiltrar em clínicas, onde chegou a realizar atendimentos presenciais, emitir laudos psiquiátricos e prescrever medicamentos controlados. As investigações indicam que ele atuava de maneira estruturada e contínua, utilizando documentação falsa para manter a aparência de legalidade, o que expôs pacientes a riscos e provocou prejuízos às unidades de saúde envolvidas.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam computadores, documentos e outros materiais que reforçam as suspeitas. Há indícios de que o investigado também planejava migrar sua atuação fraudulenta para outra área da saúde.

Ainda segundo a Polícia Civil, em uma tentativa de dificultar sua identificação, o suspeito alterou seu registro civil e passou a se apresentar com outro nome, mudança que teria sido usada para tentar dar continuidade aos crimes.
O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. As apurações seguem para esclarecer totalmente o caso, identificar eventuais cúmplices e localizar outras possíveis vítimas.
A corporação reforça que pessoas que tenham sido atendidas pelo falso profissional e ainda não registraram ocorrência devem procurar a polícia, seja por desconhecimento da fraude ou por receio de denunciar.




