A fiscalização eletrônica do trânsito em Goiânia foi paralisada nesta sexta-feira (28) após o Consórcio Anhanguera Segurança interromper a operação de radares e de câmeras de monitoramento devido ao acúmulo de pagamentos não realizados pela Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET).
A empresa relata que os repasses referentes às medições de junho, julho, agosto e setembro de 2025 continuam em aberto e já ultrapassam R$ 7,8 milhões, situação que, segundo o consórcio, tornou insustentável a continuidade do serviço.
Interrupção dos radares

A empresa reforçou que a retomada das atividades está condicionada à quitação integral das parcelas atrasadas, afirmando que o cenário de inadimplência inviabilizou a manutenção da estrutura necessária para o controle eletrônico de velocidade na capital.
O comunicado divulgado pela Anhanguera Segurança menciona que a suspensão passou a valer a partir das 18 horas desta sexta-feira (28) e além disso, a empresa afirmou ter esgotado tentativas de renegociação para evitar a interrupção. Conforme o consórcio, a decisão foi tomada após meses de tratativas sem avanço e diante da impossibilidade de manter custos operacionais sem a compensação contratual.
Além da Anhanguera Segurança, outro prestador ligado ao monitoramento do trânsito, o Consórcio Fiscaliza Gyn, também enfrenta atraso nos repasses referentes ao período de junho a outubro deste ano. O valor pendente, estimado em R$ 3,5 milhões.

No entanto, diferentemente da situação anterior, a Fiscaliza Gyn informou que a Prefeitura autorizou, na quarta-feira (26), a emissão das notas fiscais que estavam bloqueadas, condição necessária para a liquidação da dívida.
Ao Portal Dia, a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito afirmou que mantém diálogo com os consórcios responsáveis pela fiscalização eletrônica na capital e que o cronograma para quitar os valores em atraso já foi estabelecido para a próxima semana.




