A Polícia Civil de Goiás acredita que a morte do empresário Carlos Luiz de Sá, dono de uma padaria em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, tenha sido motivada por dinheiro.
Conforme o delegado Douglas Pedrosa, o homem confessou ter matado o empresário como “prova de amor” para a companheira, sustentando a versão de um homicídio premeditado, mas a polícia descarta, a princípio, essa versão.
Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado detalhou que as investigações apontam que os suspeitos estavam atrás do dinheiro da vítima, que já estava sendo extorquida.
Conforme o delegado, Carlos e o ex-funcionário tiveram uma relação inicialmente, mas o empresário começou a ser extorquido e, na última vez, acabou resultando no latrocínio, quando há roubo seguido de morte. Inclusive, no dia do crime, os suspeitos gastaram mais de R$ 2 mil com a fuga.
“Ele [suspeito] vinha extorquindo o Carlos e ele confirmou isso. A última extorsão não deu certo e acabou culminando na morte da vítima… Há indícios de que esse dinheiro tenha sido tirado da vítima”, disse Pedrosa.

Em depoimento à Polícia Militar, o investigado disse que cometeu o crime depois que a companheira descobriu que ele tinha um relacionamento com o empresário. A mulher, também em depoimento à PM, contou que o companheiro tentou reatar e, por isso, teria cometido o crime como uma “prova de amor’.
“Ele queria, de alguma forma, voltar comigo. Então, me disse que cometeria o crime para provar que me amava”, contou a mulher.
O caso segue sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Trindade (GIH).
Desaparecimento do empresário de Trindade
O empresário Carlos Luiz de Sá, de 53 anos, ficou dois dias desaparecido e foi encontrado morto na manhã de quinta-feira (27), às margens da GO-020, nas proximidades do Autódromo de Goiânia.
Carlos foi visto com vida pela última vez na terça-feira (25), depois que saiu da padaria onde era proprietário, em Trindade.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento que ele trancou a porta do estabelecimento e depois entrou no carro.

A dupla foi presa em um hotel em Uruaçu, onde estavam com os filhos. Uma adolescente de 15 anos, irmã do suspeito, também foi apreendida. No momento da prisão, eles indicaram onde estava o corpo do empresário.
O Portal Dia não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos até a última atualização desta reportagem.
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