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Sá & Guarabyra ressurgem com um álbum que revitaliza o que fizeram de melhor

Por Estadão Conteúdo
Publicado em 10/10/2018 às 07:10
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Julio Hungria, o jornalista, é o ser humano que passou mais perto. Era difícil mesmo chegar a uma conclusão sobre aquele negócio de tocar rock com tanta força nos violões, aquele jeito de fazer música urbana olhando para o interior do País e música de festa olhando para o interior dos homens. Hungria não se contentou com o que havia até ali: rock rural, folk rock brasileiro, rock sertanejo. Foi mais ousado e fez Sá, Rodrix e Guarabyra se sentirem, enfim, representados: caipiras progressivos.

Não deixava de ser uma forma de etiquetá-los num tempo, 1972, 1973, em que etiquetas diziam muito. A confusão era justificável. Luiz Carlos Sá, carioca, estudado nas jurisprudências do Direito, falante do inglês, era urbano e antenado. Guttemberg Guarabyra, a raiz, ainda andava assustado com a indiferença do paulistano comparada aos sorrisos fáceis do Vale do Rio São Francisco, na Bahia, e preferia Feche os Olhos à original dos Beatles, All My Loving. José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix, misturava tudo o que lhe caía na centrífuga de matriz acadêmica. Um virtuoso na composição e poliglota de sete línguas: piano, violão, acordeão, flauta, bateria, saxofone e trompete. Quando juntou tudo, lá por 1971, quem ouviu teve certeza de que o sertão, logo logo, viraria mar.

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O trio lançou dois discos, Passado, Presente & Futuro, de 1972, e Terra, de 1973. Aí, o mar também virou sertão e Zé, indisposto com os amigos, se mandou para a publicidade com o compositor mineiro Tavito. O que vem depois, desde os baixos, como o pouco entendido álbum Cadernos de Viagem, de 1975, aos altos clarins anunciando o cataclísmico folhetim Roque Santeiro, de 1985, prolongando-se pelos menos midiáticos anos 90 e 2000, é história que não esgotaria naquelas biografias de um volume só.

Então, eles a cantam. Sá e Guarabyra, saudosos de Zé Rodrix desde sua morte, em 2009, lançam um disco de memórias afetivas. O último com inéditas veio em 2011, Amanhã, gravado ainda com Zé, que não ficou para ver o resultado. É a primeira vez desde então que a dupla volta a um estúdio, ainda que sem material inédito, para gravar. Um songbook de compilações saiu em 2015 e, em 2017, um projeto ao vivo e em CD e DVD foi feito com Flávio Venturini e o grupo 14 Bis.

Cinamomo, a música de 1977 retirada da ressurreição artística Pirão de Peixe com Pimenta (Sobradinho e Espanhola também são dele), faz a terraplenagem acústica em uma obra que atravessa vários conceitos de época. A equipe do estúdio Mosh conseguiu dar linearidade a músicas de tratamento original muitas vezes limitado pelos recursos do passado. Se Viajante é de 1972, com toda a sombra de Crosby, Stills and Nash que os anos pediam, Harmonia é de 1986, feita na nuvem de teclados e ecos na bateria que valiam de ingresso às FMs.

Com os violões de aço no front, os solos de guitarra de Fábio Santini, uma bateria de pegada seca e brilhante de Christiano Rocha, o baixo e os vocais de Pedrão Baldanza e as teclas de Constant Papineanu, com as vozes em plena forma se cruzando e as percussões nos lugares certos, tudo parece ter sido gravado para um mesmo álbum. “Desde os primeiros discos, nunca nos escravizamos, tivemos algo de Beatles”, diz Guarabyra. Em meio a Sobradinho, Caçador de Mim, Dona, Espanhola, Jesus Numa Moto e Mestre Jonas, onde está Roque Santeiro? Sá explica: “Não conseguimos. Ela é muito forte. Não conseguimos fazer um novo arranjo”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tags: cdentrevistasá & guarabyra

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